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segunda-feira, 14 de março de 2016

Mão Amiga





Preste bem atenção no que o texto diz: “Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão” (Lucas 10.33).

O samaritano passou perto do homem. Observe que os outros “passaram de largo”, significando que tiveram que fazer um desvio, afastar-se do caminho para não esbarrar ou tropeçar no homem caído. Mas esse samaritano, que não tinha nada a perder ou a ganhar com o gesto, passou perto.

O levita e o sacerdote passaram por fora, motivados por vários fatores: pressa, outras prioridades, preconceito racial, preconceito religioso, medo de se tornarem eles mesmos presa de ladrões e etc. Aproximar-se demais poderia gerar envolvimento, compromisso, e nenhum dos dois parecia disposto a isso. O sacerdote, porque tinha compromisso de se manter cerimonialmente limpo, e tocar num cadáver deixava o sacerdote imundo, segundo a lei de Moisés.

Aproximar-se do ferido

Este é o primeiro segredo para a restauração de um discípulo ferido. O sol daquela região é causticante. O samaritano, com certeza, tinha que se mostrar, chegar perto e agachar-se junto ao homem caído. Isto o deixava vulnerável, pois os bandidos poderiam ainda estar por perto.
Ele precisava não ter medo de sangue ou nojo de vômito, pois certamente o ferido estava em estado lastimável. O texto não diz quem era o ferido, mas provavelmente era um judeu. O samaritano não se preocupou com a raça, a religião ou a situação social e econômica do ferido. Ele simplesmente achegou-se a ele no intuito de ajudar.

Não podemos amar de longe, ajudar de longe, demonstrar empatia e identificação à distância. É preciso aproximar-se, tocar, sentir o real estado da pessoa.

Aquele que vai ajudar precisa ter muito cuidado com os preconceitos e estereótipos. Assim também aquele que vai ser ajudado, o discípulo ferido, não pode recusar ajuda, não pode ser orgulhoso a ponto de morrer sem receber o socorro que lhe oferecem.
Rumi, um poeta persa da antiguidade, conta a seguinte parábola:
Um guerreiro foi ferido por uma seta numa batalha.
Quiseram arrancar-lhe a flecha e curá-lo, mas ele exigiu saber quem era o arqueiro, a que classe social ele pertencia e onde tinha se posicionado para disparar. Também quis saber a forma exata do arco e o tipo de corda utilizada. Enquanto se esforçava por saber todos estes detalhes, faleceu.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Como você vê o próximo ?

Como o ser humano é...

Estava eu pintando uma casa, todo sujo de tinta, e observei que as pessoas não passavam perto de mim, na verdade até se afastavam. Se dirigiam para o outro lado da rua, e alguns até caminhavam na própria rua (entre os carros), mas não ficavam na calçada onde eu estava trabalhando.

Uma dessas pessoas me encontrou depois; eu estava pronto para ir na igreja, de terno, gravata, entrando em meu carro e cheio de perfume, e me cumprimentou com um largo sorriso, e me chamou até de senhor.

Então eu faço a pergunta : quando que, no Brasil, trabalhar é sinônimo de vergonha ? As pessoas se afastam do trabalhador, com medo, achando que o trabalhador pode ser um bandido, mas se abrem para uma pessoa bem vestida, porque criam uma imagem "bonzinho", só pela roupa que ela usa?

Me lembro da historia que um rapaz que entrou em uma loja de carros novos, ficou olhando para vários carros, mas como estava mal vestido, os vendedores o ignoraram, acreditando que era somente um sonhador que não tinha condições de comprar nada, e que seria perca de tempo atendê-lo. O jovem, depois de ignorado por um tempo, saiu da loja e foi para a concorrente, que ficava do outro lado da rua. Lá, o atendimento foi bem diferente. Mesmo com roupas simples, com aparência de trabalhador assalariado, alguém que não poderia comprar nenhum daqueles carros caros, o vendedor o atendeu com toda atenção, mostrando os carros, explicando o que cada um fazia, passando os preços e condições de compra. Resultado? Aquele jovem era um funcionário de uma grande empresa multinacional , e havia sido enviado para comprar uma frota de carros novos, importados, para toda a diretoria de sua empresa. Quem se deu bem foi o vendedor que não julgou o rapaz pela aparência, mas se dedicou no cumprimento de suas funções, e fez o seu melhor.

A Bíblia nos ensina isso. Em Romanos 2:11 diz que "por que, para com Deus, não há acepção de pessoas" ou seja, nunca devemos ignorar ou excluir alguém, não podemos aceitar o bem vestido e nos afastar do simples, isso é errado.

Como você tem julgado as pessoas? Pela aparência, vestimenta, instrução, condição financeira, título ?

Da mesma forma que julgamos, seremos julgados.

Cumprimente as pessoas, seja bom com seu próximo, estenda a mão a quem precisa, isso fará de você uma pessoa melhor.