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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Pequenos Gestos, Grandes Atitudes





Pequenos gestos podem causar grandes transformações.

A natureza é perfeita. Nos permite plantar e nos dá a garantia da colheita, quando fazemos tudo certo.

O Apóstolo Paulo nos ensina em Gálatas 6:7-10 que tudo o que plantamos colheremos, no Reino espiritual, emocional e físico.

Especialmente nos versículos 9 e 10, ele nos ensina a não perdermos a oportunidade de fazer o bem aqueles que estão necessitados ao nosso redor.

Fazer o bem é muito mais do que doar alimentos, roupas ou dinheiro. Fazer o bem é se envolver com a pessoa para ajudá-la, ouvi-la, estender a mão e auxiliar na caminhada.

Uma pessoa que não tem ninguém pode ter a vida transformada somente pelo fato de pararmos para dar atenção a ela.

Uma pequena atitude nossa pode causar grandes transformações na vida de alguém.

Fazer o bem a alguém é plantar o próprio bem que iremos precisar no futuro. É uma plantação; haverá colheita.

Quantas vidas se perdem pelo simples fato de não ter ninguém que a acompanhe em momentos difíceis. Nós podemos ser estes que, usados por Deus, podem trazer socorro para tantos necessitados de amor.

 Não devemos e não podemos nos cansar. Tudo o que plantarmos, colheremos. Plantemos então, o amor.

Pr. Daniel Breda

Quem se Importa?





Quem se importa lava os pés; quem não se importa lava as mãos.

Em Mateus 27:24 vemos uma das cenas que foram essenciais para que Jesus fosse crucificado: Pilatos lavando as suas mãos diante da possível crucificação de Jesus.

Vemos que Pilatos ficou, de certa forma, com medo do que poderia acontecer, caso ele livrasse Jesus da sentença de morte.
Caso houvesse uma revolta popular o assunto chegaria até o Cesar, líder máximo naquela época, e certamente Pilatos teria grandes problemas.
Pensando em si, no seu próprio futuro e em seus problemas, Pilatos realizou a famosa lavagem das mãos, em relação a morte de Cristo, não se importando se ele era ou não culpado. O medo o impediu de tomar uma decisão, ou assumir uma responsabilidade, mas nesse caso, a falta de atitude fez com que a sentença fosse dada.
Ele não se importou com a vida que estava diante dele. Não quis assumir para si a responsabilidade de ajudar, e salvar a vida daquele homem que estava diante dele.
Sabemos que era necessário que Jesus morresse naquela cruz, e Pilatos foi o homem que não se importava com nada além de seus próprios problemas, que foi instrumento para que isso acontecesse.
Quantas pessoas estão tomando essa mesma atitude hoje em dia? Estão tão preocupadas com seus próprios problemas que não tem mais espaço nem tempo para olhar para o lado, e estender as mãos para socorrer os aflitos que estão tão perto. Quantas pessoas continuam a não se importar; continuam lavando as mãos diante do necessitado. Pessoas morrem por falta de ajuda, falta de amor, falta de alguém.
Mas nosso maior exemplo de humildade nos ensina algo diferente. Também envolve uma bacia e um pouco de água. Ele também utiliza o “lavar” para nos dar o exemplo.
Em João 13 vemos Ele se preparando, junto com seus discípulos, para celebrar a Pascoa, que significa “passagem”, e lembra justamente a passagem do povo hebreu pelo mar vermelho, quando fugiam do Faraó.
Como cultura, o servo mais inferior da casa tinha a responsabilidade de lavar os pés dos convidados, lembrando que eles andavam muito naquela região árida.
Quando todos chegaram, Jesus observou que não havia nenhum servo para realizar este trabalho tão humilde e também, de certa forma, humilhante,
Jesus imediatamente se despiu de sua capa (que representa autoridade), pegou a bacia com agua e começou a lavar os pés de seus discípulos.
Ele demonstrou que se importava com seus discípulos, e que não havia limites para que Ele pudesse ajudar, socorrer e principalmente, se entregar por eles.
Observo aqui que no momento em que Ele lava os pés de seus discípulos, Judas Iscariotes também estava presente, e Jesus, mesmo sabendo o que estava para acontecer, também lavou seus pés. Que lição de humildade, de amor e de entrega.
Lavar os pés é se doar, é perceber qual a necessidade do irmão e não esperar alguém tomar atitude, é ser o “detentor da atitude”.
Lavo os pés porque me importo. Lavo os pés dos meus irmãos porque amo, porque posso ter uma atitude, as vezes grande, as vezes simples, mas que vai fazer toda a diferença na vida de quem está precisando.
Pilatos e Jesus me ensinaram grandes lições. O primeiro mostra seu total egoísmo. O segundo seu total amor.
Ame. De verdade. Tem muita gente precisando.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Mão Amiga





Preste bem atenção no que o texto diz: “Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão” (Lucas 10.33).

O samaritano passou perto do homem. Observe que os outros “passaram de largo”, significando que tiveram que fazer um desvio, afastar-se do caminho para não esbarrar ou tropeçar no homem caído. Mas esse samaritano, que não tinha nada a perder ou a ganhar com o gesto, passou perto.

O levita e o sacerdote passaram por fora, motivados por vários fatores: pressa, outras prioridades, preconceito racial, preconceito religioso, medo de se tornarem eles mesmos presa de ladrões e etc. Aproximar-se demais poderia gerar envolvimento, compromisso, e nenhum dos dois parecia disposto a isso. O sacerdote, porque tinha compromisso de se manter cerimonialmente limpo, e tocar num cadáver deixava o sacerdote imundo, segundo a lei de Moisés.

Aproximar-se do ferido

Este é o primeiro segredo para a restauração de um discípulo ferido. O sol daquela região é causticante. O samaritano, com certeza, tinha que se mostrar, chegar perto e agachar-se junto ao homem caído. Isto o deixava vulnerável, pois os bandidos poderiam ainda estar por perto.
Ele precisava não ter medo de sangue ou nojo de vômito, pois certamente o ferido estava em estado lastimável. O texto não diz quem era o ferido, mas provavelmente era um judeu. O samaritano não se preocupou com a raça, a religião ou a situação social e econômica do ferido. Ele simplesmente achegou-se a ele no intuito de ajudar.

Não podemos amar de longe, ajudar de longe, demonstrar empatia e identificação à distância. É preciso aproximar-se, tocar, sentir o real estado da pessoa.

Aquele que vai ajudar precisa ter muito cuidado com os preconceitos e estereótipos. Assim também aquele que vai ser ajudado, o discípulo ferido, não pode recusar ajuda, não pode ser orgulhoso a ponto de morrer sem receber o socorro que lhe oferecem.
Rumi, um poeta persa da antiguidade, conta a seguinte parábola:
Um guerreiro foi ferido por uma seta numa batalha.
Quiseram arrancar-lhe a flecha e curá-lo, mas ele exigiu saber quem era o arqueiro, a que classe social ele pertencia e onde tinha se posicionado para disparar. Também quis saber a forma exata do arco e o tipo de corda utilizada. Enquanto se esforçava por saber todos estes detalhes, faleceu.